INVESTIGAÇÃO: Policia Federal apura saque milionário dentro da ALEPA em Belém-PA


Foto: Reprodução

A Polícia Federal está em processo de investigação sobre um saque no valor de R$ 14 milhões dentro de uma agência bancária na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA). A informação foi confirmada por meio de um documento vinculado à operação Expertise, deflagrada no início do mês, que investiga crimes como lavagem de dinheiro dentro de órgãos públicos do estado. As informações são do Metrópoles.

O caso em questão investiga também a validade de contratos de empresas com diversos órgãos do estado, entre eles, o Detran e a Polícia Científica do Pará, além da própria Alepa. A investigação aponta ainda que a maior parte dos saques era direcionada a servidores da casa envolvidos no esquema.

Os saques milionários dentro da Alepa acabavam facilitando ocorrências e evitavam suspeitas sobre a ação. Todo o trabalho corria dentro da sede do poder legislativo paraense, localizado no bairro da Cidade Velha, em Belém.

De acordo com o relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeiras (COAF), uma empresa prestadora de serviços em vários órgãos públicos no estado movimentou quase R$ 200 milhões entre 2018 e 2025.

A investigação aponta ainda que dois empresários repassavam propina para servidores públicos. Agentes da Polícia Federal chegavam a realizar entregas de dinheiro e flagrantes sobre o caso.

O processo do crime funcionava com a autorização contratual entre órgãos estaduais e empresas, por meio de licitação. Os pagamentos milionários eram feitos para as pessoas participantes do esquema, mesmo sem a finalidade principal do contrato. Por fim, os saques em espécie eram feitos para pessoas físicas ou jurídicas, com valores entregues em mãos a autoridades com vínculo no processo.


POSIÇÃO

Governo do Estado, Detran e Polícia Científica não têm conhecimento do assunto.

A defesa de um dos empresários ligados ao esquema informou que não cometeu nenhum ato de corrupção.

O advogado da COAF informa que as movimentações atípicas não representam ilegalidade.

Já a Alepa e a defesa do outro empresário ligado ao esquema não responderam ao caso.




Créditos: Roma News

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